Reizinha
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
As máscaras que usamos...
Todos
nós usamos máscaras seja porque buscamos nos esconder ou porque queremos transparecer aquilo que não somos.
Muitas vezes as máscaras surgem sem querer, outras com o intuito de seguir
convenções sociais dominantes. Mas o que as pessoas não conseguem perceber é que
somos o que somos independente de qualquer convenção ou outra circunstância.
Além disso, ao demonstrarmos aquilo que não somos só magoamos a nós mesmos e
quando finalmente nos dermos conta disso pode ser tarde demais...
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Lógica - Quinta Parte
verdade versus
validade
A
Reizinha pretende expor neste artigo, a distinção que há entre os conceitos de
verdade e validade. Embora esses dois conceitos não se apliquem aos mesmos
objetos, ou seja, enquanto a verdade predica proposições e a validade é uma
propriedade pertencente aos argumentos dedutivos tudo indica que é
imprescindível diferenciá-los. Isso porque tais conceitos surgem, por vezes, em
discussões e textos filosóficos como tendo o mesmo sentido.
O conceito de verdade, que será tratado aqui,
está relacionado com o conteúdo de uma asserção (o que é dito e/ou declarado) no
caso de um silogismo as asserções são expostas por meio de premissas. osiççciados)
As premissas são
declarativas, porque podem ser avaliadas como verdadeiras ou falsas. Diante
disso, dizer que algo é verdadeiro é dizer sob que circunstâncias uma situação
ou fato é verificado na realidade.
Quanto ao conceito de validade, dizemos que um argumento dedutivo
(no caso dos silogismos) é válido se sua forma lógica é correta. Etimologicamente,
o termo silogismo significa “reunir com o pensamento”. Diante disso, os
silogismos, como já foi dito, são aqueles argumentos em
que as suas premissas fornecem indícios e/ou provas consistentes para uma conclusão.
Diante
disso, tais silogismos são analisados como válidos ou inválidos porque as
provas fornecidas pelas premissas são conclusivas, não necessariamente
verdadeiras. Isto significa que há argumentos válidos com premissas falsas.
Contudo, não se pode construir um silogismo em que a conclusão é falsa e suas
duas premissas antecedentes são verdadeiras. Em suma, o conceito de verdade,
nesse contexto, vincula-se ao conteúdo. Já o de validade, à forma lógica sendo,
por isso, o mais relevante para a lógica formal.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Lógica - Quarta Parte
O Quadrado Lógico
Os
silogismos possuem além das quatro figuras e seus respectivos modos uma relação
entre as premissas no chamado quadrado lógico. Como já foi dito, para
simbolizar as premissas são usadas as letras A, E, I e O. As letras A e E
referem-se aos termos universais e as letras I e O referem-se aos termos
particulares. O A e o E são universais, porém o A é universal afirmativo, isto
é, indica ‘todo é’ e o E, indica o negativo expresso por ‘nenhum é’. Assim,
embora sejam universais, sendo iguais quantitativamente, diferem em qualidade
(positivo e negativo). Da mesma maneira, as letras I e O são particulares,
sendo respectivamente ‘alguns são’(particular afirmativo) e ‘alguns não são’(particular
negativo).
A
junção dessas letras formam o quadrado lógico, exposto acima, e por suas
distinções em quantidade e qualidade e entre si, especialmente, formam certas
relações lógicas. Os universais A e E e os particulares I e O são denominados
de contrários, porque embora não possam ser ambos verdadeiros, nada se pode
concluir quanto a falsidade sendo seus resultados indeterminados. Já os
contraditórios que são o A e o O e o E e
o I quando um é verdadeiro o outro necessariamente é falso e vice-versa. Isso
ocorre quando analisamos as premissas em separado com o intuito de buscarmos a verdade
e a falsidade dessas premissas.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Lógica - Terceira Parte
As
Figuras e os Modos dos Silogismos
Um silogismo formal deve ser válido,
porque são dedutivos, ou seja, são argumentos onde as conclusões são inferidas
das duas premissas antecedentes. Inferir é retirar de suas premissas provas
suficientes para comprovar aquilo que está sendo dito e/ou proposto. Para
melhor exemplificar essa questão podemos utilizar o silogismo do primeiro
artigo:
Todo ser humano é solidário.
Todas as mulheres são
seres humanos.
Todas as mulheres são
solidárias.
Neste
exemplo acima o termo “ser humano” (termo médio) serve para comprovar/
justificar o que está sendo dito no silogismo. Nesse sentido, na primeira
premissa o termo médio (ser humano) está no lugar do sujeito. Já na segunda, o “ser
humano” é predicado, completando o sujeito mulheres, isto é, a classe das mulheres.
Desse modo, verificamos a validade do silogismo por meio da conclusão que deve ser
necessariamente inferida ou retirada de suas premissas. Essa análise em questão,
como é possível averiguar, está sendo feita premissa por premissa, mas não
podemos esquecer que cada premissa dentro do silogismo possui o seu papel, sendo
a primeira o predicado (P), a segunda o sujeito (S) e a terceira a conclusão
que no caso é S é P. Os silogismos, ainda, possuem quatro figuras que são
esquematizadas das seguintes maneiras:
1º
figura
2º figura
M
P
P M
S
M S M
S
é ou não é P S
é ou não é P
3º figura 4º figura
M
P
P M
M
S M S
S
é ou não é P S
é ou não é P
Simbolizando:
P – Predicado.
S – Sujeito.
M – Termo Médio.
S é/não é P – Sujeito é ou não é
Predicado.
Pode
haver 64 diferentes combinações de silogismos, dentre as quais apenas 19 são
válidas. Diante disso:
Na
1º figura podemos ter os seguintes silogismos válidos: AAA, EAE, AII e EIO;
Na
2º figura podemos ter os seguintes silogismos válidos: EAE, AEE, EIO e AOO;
Na
3º figura podemos ter os seguintes silogismos válidos: AAI, EAO, IAI, OAO, AII
e EIO;
Na
4º figura podemos ter os seguintes silogismos válidos: AAI, EAE, AII, AEO e
IEO.
Nos
próximos artigos trataremos dos exemplos acerca dos silogismos válidos, do quadrado
lógico, da distinção entre a verdade e validade, dentre outros conceitos.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Lógica – Segunda Parte
O que são os
conceitos de Classe, Quantidade e Qualidade?
Classe
é um conjunto e/ou grupo de objetos/coisas/animais ou indivíduos. Para melhor
exemplificar isso, podemos usar uma das premissas do silogismo demonstrado no artigo anterior “Todas as mulheres (...)”, ao analisar tal premissa verificamos
que estamos tratando de toda a classe de mulheres que há não só no Brasil, mas no mundo
inteiro. Neste caso, estamos falando de toda a classe das mulheres existentes
no mundo. Entretanto, poderíamos trocar a premissa da totalidade por outra como:
“Algumas mulheres (...)”; neste outro caso estaríamos tratando apenas de uma
parte de uma classe, ou seja, estamos lidando com o particular e não com a totalidade
A
Lógica Aristotélica simbolizava as classes da seguinte maneira: A (trata do
todo), I (trata de alguns), E (trata de nenhum) e O (trata de alguns não são).
Nesse sentido, como podemos averiguar, o Tio Ari resolveu utilizar as vogais A,
E, I e O para simbolizar sua Lógica Formal. Desse modo, a formalização é simbolizada
da seguinte maneira:
A – Todos são (...) - (Universal afirmativo).
E – Nenhum é (...) - (Universal negativo).
I – Alguns são (...) - (Particular
afirmativo).
O
– Alguns não são (...) - (Particular negativo).
Bom,
como é possível ver ele tratava das classes como universal afirmativo e
universal negativo, usando para isso as palavras “todo” e “nenhum” nas
premissas formalizadas pelas letras “A” e “E”, termos fundamentais para esquematizar
os silogismos. Diante disso, as palavras
“afirmativos” e “negativos” são as qualidades das premissas; já o universal
(todo e nenhum) (A e E); e os particulares (alguns e alguns não são) (I e O)
são a quantidade do silogismo. No próximo artigo, trataremos das figuras e
modos dos silogismos. Aliás, um deles já foi exposto no primeiro artigo do tipo
AAA a qual faz parte da primeira figura dentre as quatro que há na Lógica Formal do Tio Ari.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
O que é Lógica?
Lógica é uma disciplina
filosófica criada pelo Tio Ari (384-322 a.C). E ao contrário do que muitas
pessoas possam pensar não é sinônimo de óbvio. Ao tratarmos dessa disciplina
lidamos com um objeto de estudo formal e não conteudista, porque não há preocupação
com a verdade versus falsidade dos seus silogismos (argumentos construídos através
de premissas/frases) e sim com a sua validade e/ou correção. A História é um
exemplo de disciplina conteudista por ser avaliada a partir da veracidade de seus
assuntos. Já a Matemática é formal, porque seus resultados são obtidos a partir
da exatidão das operações de seus números e suas relações com as quatro operações
básicas (adição, subtração, multiplicação e divisão) entre outras operações
mais complexas.
Assim se temos:
“Cleópatra
foi Rainha do Egito” é uma afirmação verdadeira de acordo com as pesquisas
históricas.
Por outro lado,
5 + 3 – 4 = 4 é uma equação correta e/ou válida pelo seu resultado
derivar do encadeamento formal de suas operações e não de sua verdade ou
falsidade.
Na Lógica, seus resultados são formais
semelhantes à matemática. Todavia, diferentemente de números os lógicos
utilizam silogismos, como já foi dito, que são argumentos compostos por três premissas.
Essas premissas são distribuídas da seguinte maneira: a primeira é chamada de
maior e/ou predicado, a segunda é a menor e/ou sujeito e a terceira é a
conclusão do argumento onde seu resultado é sempre sujeito é predicado ou S é
P. Além disso, há o termo médio, a justificativa do argumento que pode variar
sua posição conforme o lugar do predicado na primeira premissa e do sujeito na
segunda, aparecendo dessa forma apenas nas duas premissas.
Um silogismo pode ser montado da seguinte maneira:
Todo ser humano é solidário.
Todas as mulheres são seres humanos.
Todas as mulheres são solidárias.
O silogismo acima é simples do modo AAA. O termo médio é a palavra “ser humano” que aparece apenas nas duas premissas para comprovar a validade do silogismo, por esse motivo não pode estar na conclusão. A conclusão, por outro lado, é consequência/derivada das premissas e não se baseia em suas verdades, pois como podemos verificar e saber sem pesquisa alguma nem todas as mulheres são solidárias. Há ainda outras nuances a respeito de Lógica, sobretudo silogismos, como as noções de classes, qualidade, quantidade e outros modos para serem demonstrados. Mas essas nuances serão expostas por meio de outros artigos.
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